Master of Puppets dos Metallica- A história de um disco clássico do metal - ibitipoca blues
Master of Puppets dos Metallica: A história de um disco clássico do metal
24 de novembro de 2017

Medrar: música não-linear para mente e corações pulsantes

Medrar- música não-linear para mente e corações pulsantes - ibitipoca blues

A 100km de São Paulo, fica o aconchegante município de Sorocaba, também conhecido como “Manchester Paulista”. Lembrada por sua rica cena artística, especialmente no campo da música, a cidade revelou para o país e para o mundo importantes nomes do underground, como Vzyadoq Moe, Wry e The Biggs. E é deste mesmo cenário que vem a Medrar, banda de rock alternativo formada por Mya Machado (voz/guitarra), Ari Holtz (baixo), Zé Aquiles (bateria) e Rafael Ferraz (guitarra).

O grupo surgiu em 2013 e nesse curto espaço de tempo se destacou com lançamentos de singles e apresentações frenéticas em diversas casas de show e festivais. Agora, mais madura, a banda anuncia o lançamento do EP Luzia, que conta com dois belos temas: “Alarde” e “Luzia”.

O novo trabalho, no entanto, conta com um peso especial para o quarteto: o EP tem produção assinada por Guilherme Kastrup, que entre outros feitos trabalhou em A Mulher Do Fim do Mundo (2015), da Elza Soares, um dos lançamentos mais importantes no Brasil nos últimos anos dado o seu contexto político. A parceria foi possível graças ao Projeto Demorô, realizado pelo Sesc Sorocaba. Na ocasião, Kastrup selecionou duas bandas locais para trabalhar, sendo a Medrar uma das escolhidas.

A sonoridade do novo registro também surpreende e, como de costume, não segue regras: estruturas não-lineares, cozinha dissoluta e linhas de guitarra que flertam ora com a psicodelia, ora com o pop – tudo isso coroado com os vocais potentes e angustiantes de Mya Machado, que também é responsável pela composição das letras.

Aproveitamos o momento para trocar uma ideia com a banda e saber mais sobre o EP e futuro da Medrar. Confira o bate-papo e ouça o EP Luzia abaixo!

Confira a entrevista completa com a Medrar

Mundo de Músicas (MM): Luzia conta com apenas duas faixas, mas sabemos que vocês estão trabalhando também em outras músicas. Por que optaram lançar um EP com apenas duas canções? “Alarde” e “Luzia” parecem de certa forma interligadas. Existe mesmo essa relação?

Medrar (M): Existe mais como proposta de serem produzidas ambas pelo Kastrup. A gente meio que encontrou juntos essa interligação… tem o fato da temática lírica também seguir um caminho de uma perspectiva feminina da vida, mas acho que isso acaba transbordando também para outras músicas nossas devido à urgência que isso tem pra gente na hora da composição e por muito do ímpeto da banda estar em falar algo contundente, através das letras que partem da Mya em geral.

MM: Falando nisso, as letras da Medrar soam bem politizadas e ao mesmo tempo intimistas. Como se deu o processo de composição? Poderiam falar sobre o contexto lírico do EP Luzia?

M: O processo se dá de diversas formas, geralmente alguém traz um disparador: uma melodia, letra ou riff e a partir daí nós seguimos brincando e ‘montando’ as partes da música, isso sempre foi muito orgânico nos deixando um tanto “a mercê” de inspirações. Após o aprendizado com o Kastrup nossa vontade seguiu para criar de uma forma mais consciente, mas ainda é um processo novo pra gente. O contexto lírico se dá no cotidiano em que vivemos, nossa relação com a cidade, suas contradições e suas poéticas geralmente, como já disse, a partir de uma perspectiva feminina. A gente acredita estar em dialética constante com a nossa cidade e as pessoas que aqui habitam. As realizações líricas nascem daqui, o instrumental não linear, ao nosso ver, também reflete essa relação com a cidade, o orgânico e a máquina, as poesias e as mazelas.

Fonte: http://mundodemusicas.com/medrar-musica-nao-linear/

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